18 Dezembro 2007

Curso “HPV X CÂNCER DO COLO DO ÚTERO” a 5 reais!

O UNINOVE SOCIAL oferece 65 cursos, com carga horária de 12 horas, à comunidade durante o mês de janeiro de 2008.

O valor de cada curso será de apenas R$ 5,00, que serão doados à Fundação Ação Criança, no combate à desnutrição infantil.

As aulas, que acontecerão de 14 a 24 de janeiro, serão ministradas por docentes dos cursos superiores da UNINOVE e abordarão diversos temas relacionados à sociedade, Saúde, Mercado de trabalho, ciências Exatas, Educação e Gestão.

Entre os cursos da área de saúde, está “HPV X Câncer de Colo de Útero”, que acontecerá nos dias 14,15 e 16 de janeiro das 8h às 11h30, na unidade Memorial.

A lista completa dos cursos, campi e horários que serão ministrados está disponível no site www.uninove.br.

O valor arrecadado com os cursos será revertido integralmente em doação à Fundação Ação Criança, no combate à desnutrição Infantil.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 12 de janeiro no site da Uninove, www.uninove.br ou nos stands da instituição localizados nas estações de metrô Barra Funda e São Joaquim, no terminal de ônibus Santo Amaro ou no Shopping SP Market.

Mais informações pelo telefone 6633-9000 ou no site.
Fonte: Uninove

7 Dezembro 2007

Brasil será palco para pesquisas sobre vacina do HPV

Pesquisas em biologia molecular, por meio de metodologia que amplifica o material genético, apontarão opções terapêuticas para a doença
 
Com o início das operações previsto para janeiro de 2008, o Instituto Ludwig em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, localizado em São Paulo, inicia uma bateria de estudos na área da saúde.

Para começar, a instituição sem fins lucrativos estudará o desenvolvimento de uma vacina terapêutica para o HPV, doença associada ao câncer de colo de útero.

O diferencial da nova vacina é que diferentemente das demais, ela poderá eliminar as células infectadas pelo HPV, mesmo sem nenhum sinal cancerígeno, bem como as células que já se transformaram em tumores. “A expectativa não é de que ela funcione em um câncer já estabelecido, mas poderá vencer pequenos tumores e pequenas lesões do vírus”, explica Luisa Lina Villa, diretora da unidade do instituto no Brasil.

Segundo Luisa, os estudos poderão gerar algum resultado para a análise de aplicação em mulheres daqui há dois anos.

A vacina já foi avaliada em laboratórios, na Alemanha, e em animais, nos Estados Unidos. Para Joaquim Gama, especialista no assunto no Brasil, os estudos do instituto no hospital Oswaldo Cruz contribuíram de forma direta no trabalho de pesquisas em câncer.

A metodologia utilizada pelos mais de 65 pesquisadores que estarão instalados no hospital será a PCE, na qual há uma amplificação do material genético, de forma que se pode encontrar um célula cancerígena em meio a 10 mil células.

Quanto ao preço da futura vacina, os cientistas apostam em algo em torno de U$ 10 por dose.
 

fonte: Saúde Business Web (Colaborou Patricia Santana)

30 Novembro 2007

Boa notícia: SP reduz mortalidade por Aids em 56,5%

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde, baseado em dados do Programa Estadual DST/Aids, revela que o número de óbitos por Aids caiu 56,5% entre 1995 e 2006 _ houve 7.739 óbitos por Aids em 1995 contra 3.363 no ano passado. A Taxa de Mortalidade pela doença caiu de 22,9 óbitos por 100 mil habitantes em 1995 para 8,3 óbitos por 100 mil em 2006. 

Uma das razões para a queda da mortalidade entre os pacientes HIV positivos foi a introdução dos anti-retrovirais mais potentes, ocorrida em 1996.

Houve redução também na incidência da doença, principalmente entre os mais jovens. O pico da epidemia em ambos os sexos ocorreu em 1998, com um total de 11.955 casos notificados. Em 2005, foram notificados 6.258 casos de Aids, o que representa uma queda de quase 50% em números absolutos em relação a 1998. Dos 645 municípios do Estado de São Paulo, 621 (96,3%) tiveram pelo menos um caso de Aids desde o início da epidemia.

Em 2005 a maior incidência de casos notificados está na faixa etária de 30 a 39 anos. No Estado de SP, a epidemia de Aids vem diminuindo nas faixas etárias mais jovens, especialmente entre 15 a 19 anos. A taxa caiu de 9,8 casos (por 100 mil habitantes), em 1991, para 5,8 casos (por 100 mil habitantes) em 2005.

Categoria de exposição
A transmissão sexual heterossexual continua sendo a forma mais freqüente em números absolutos. No período de 1996 a 2006, a diminuição de casos entre os jovens foi mais evidente para os homens. Há um aumento considerável de ocorrência de casos em maiores de 40 anos de idade, especialmente, entre as mulheres.

As proporções de homens que fazem sexo com homens (HSH), ou seja, homossexuais masculinos + bissexuais masculinos, tem se mantido estável nos últimos anos, cerca de 28 a 30% do total de casos em homens. Entre os heterossexuais houve aumento da proporção de casos: em 1985 equivaliam a 5,1% dos casos e, em 2005, este valor foi de 56,7%. A forma de exposição por uso de drogas injetáveis (UDI) era 36% em 1991 e diminui em 2005, para 8,1% dos casos notificados.

Para o sexo feminino com 13 anos ou mais observam-se as mesmas tendências de aumento na categoria heterossexual, de 54,5% em 1985 para
 81,0% em 2005, e de diminuição da UDI, que em 1985 foi 9,1% e em 2005 foi 4,5%.

No período de 1980 até o final de junho de 2007 foram notificados ao Sistema e Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo 155.302 casos de Aids, sendo 109.279 do sexo masculino (70,36%) e 46.023 do sexo feminino (29,64%). A razão de sexo é de 2 homens para 1 mulher de 1996 até hoje.

 

Autoria: Assessoria de Imprensa - 30/11/07

23 Novembro 2007

Estudo mostra que vacina contra HPV pode ser dada até os 45 anos

CALIFÓRNIA - A vacina que protege contra o HPV, Gardasil, terá indicação para mulheres de até 45 anos de idade. Hoje, ela é recomendada para mulheres de nove a 26 anos na proteção contra o papilomavírus humano, causador do câncer de colo uterino e de verrugas genitais. Outra boa notícia é que o preço deve cair em breve no Brasil e em outros países da América Latina. A Gardasil custa, em média, R$ 500. E ainda não está disponível pelo SUS.
 
Nos Estados Unidos, a indicação é esperada para dezembro. No Brasil, a aprovação está prevista para o segundo semestre de 2008. Os primeiros resultados positivos foram divulgados há duas semanas, na China. O médico Christopher Nelson, diretor de vacinas globais e enfermidades infecciosas da Merck Sharp & Dohme, disse que a empresa pretende reduzir os preços das vacinas para que as doses sejam acessíveis “até nos países mais pobres do mundo”.
 
Tratar um câncer é muito mais caro do que a vacina. O governo deveria notar que o câncer de colo uterino também é uma questão de saúde pública - afirma Nelson.
 
O presidente de Saúde Humana na América Latina da Merck, Tadeu Alves, disse que em alguns países da América Latina a farmacêutica discute parcerias com os governos para vacinar as populações de risco. Para ampliar o acesso no Brasil, a Merck já conversa com o Ministério de Saúde sobre a venda da dose a um preço menor.
 
Os governos ainda não adotaram a vacinação em massa para meninas de nove anos. Certamente, a dose pode proteger por 15 anos. Esperamos que a pessoa fique imunizada até por um período maior. O importante é vacinar antes da primeira relação sexual. O governo que não compra a vacina hoje não será o mesmo que tratará o câncer cervical daqui a 60 anos - diz Alves.
 
Oferecer a vacina para o sexo masculino também está nos planos da empresa. Há estudos em andamento. Nos Estados Unidos, os resultados devem sair até o ano que vem. No Brasil, a indicação de Gardasil para os homens deve demorar um pouco: 2009. Países da Europa já adotaram a vacina para ambos os sexos.
Fonte: Diário de São Paulo

12 Novembro 2007

Associação Americana de Saúde Social

www.ashastd.org

A Associação Americana de Saúde Social (USA), entidade sem fins lucativos, existe desde 1914 e se dedica exclusivamente à divulgação de informações, educação e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST’s). Para quem entende bem o Inglês e quiser ficar atualizado sobre as últimas notícias e pesquisas científicas, vale assinar o newsletter eletrônico (grátis). Também há uma série de publicações, mas pra receber os catálogos ou mesmo fazer o download você tem que pagar.

Além desse site da Associação, existem links para muitos outros sites, alguns mantidos pela própria Associação, que abrangem todo o universo das DSTs. Um site muito bacana é  www.iwannaknow.org , especialmente dedicado aos adolescentes, que contém uma série de dicas e pode ser usado para tirar dúvidas. No mesmo endereço também existe uma parte dirigida aos pais com dicas interessantes para abordar o tema junto aos jovens . Esse site tem uma versão em espanhol que é www.quierosaber.org“.
Adriana

26 Outubro 2007

Seguridade aprova oferta da vacina contra o HPV no SUS

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 164/07, da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que assegura às mulheres o direito de receber todas as doses necessárias da vacina para imunização contra o Papilomavírus Humano (HPV) na rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse vírus é a principal causa de lesões que provocam o câncer do colo do útero.

A proposta foi aprovada na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Alceni Guerra (DEM-PR), que eliminou do texto o limite de idade para receber a vacina. O projeto original prevê o direito na faixa etária de 9 a 26 anos.

Regulamentação
Pelo substitutivo, caberá ao Ministério da Saúde regulamentar a medida, definindo, com base em critérios científicos, a faixa etária e os grupos estratégicos que serão beneficiados com a vacinação.

Também foi acrescentada ao texto original a obrigatoriedade de o Executivo enviar anualmente à Comissão de Seguridade Social relatório físico e financeiro do programa de controle do câncer do colo do útero, especialmente das ações de vacinação contra o HPV. Foi mantida a determinação para que os conselhos municipais e estaduais de Saúde criem comissão para acompanhar a implantação da lei.

Redução de casos
Ao recomendar a aprovação da proposta, Alceni Guerra assinalou que a medida beneficiará, ao longo dos anos, milhões de mulheres ameaçadas pelo câncer do colo do útero. Ele observou que cerca de 20 mil novos casos desse tipo de tumor são diagnosticados a cada ano no Brasil, sendo que a grande maioria está relacionada ao HPV.
“Segundo pesquisas realizadas em vários pontos do planeta, esse vírus está presente em mais de 90% dos casos de câncer do colo do útero, e estima-se que de 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV, em algum momento de suas vidas”, alertou Alceni. Assim, avaliou, a vacina - que foi autorizada no Brasil em 2006, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - surge como um meio promissor para se reduzir significativamente os casos novos.

Faixa etária
Sobre a mudança feita no projeto original, o relator assinalou que pesquisas recentes mostram que a vacina pode ser eficiente para prevenir a infecção pelo vírus em idade mais avançada. “Isso significa que mulheres com atividade sexual e maiores de 26 anos poderão ser beneficiadas, em pouco tempo, com novas modalidades de vacina”, avaliou.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

22 Outubro 2007

Novos exames para HPV detectam presença do vírus antes mesmo da infecção

Novos exames mais sensíveis à presença do HPV e capazes de identificar os tipos do vírus antes mesmo do aparecimento dos sintomas dão uma nova esperança de tratamento para aquele que é a principal causa de câncer de colo do útero, uma doença que mata uma mulher por hora no Brasil, segundo a OMS. 
 
“Os testes Amplicor HPV e Linear Array HPV Genotyping , da Roche, e o de Captura Híbrida, da Digene, são feitos a partir do Papanicolaou, que consiste da coleta de células por esfregaço vaginal, mas têm uma grande vantagem sobre ele, pois conseguem detectar a presença do vírus antes da infecção, explicou por meio de sua assessoria de imprensa a Anvisa (agência de vigilância sanitária), que registrou os produtos das duas companhias farmacêuticas. 
 
O Papanicolaou faz um diagnóstico indireto, pois não detecta o HPV, mas a lesão que ele causa no tecido. É preciso ter uma célula doente na lâmina e contar com a sensibilidade do examinador para ter um bom diagnóstico - explicou o doutor Sérgio Mancini Nicolau, professor de ginecologia e chefe da Disciplina de Oncologia Ginecológica da Universidade Federal de São Paulo.
 
Segundo a Anvisa, o diferencial dos testes que identificam subgrupos do HPV em relação aos demais exames para HPV é identificar o tipo do vírus e poder classificá-lo de acordo com o grau de risco. Dos mais de 100 tipos de HPV conhecidos, aproximadamente 40 causam infecção genital e muitas vezes sua presença é assintomática.
 
Seu benefício é tornar possível o tratamento mais rapidamente - disse o doutor José Eduardo Levi, chefe do Laboratório de Microbiologia Molecular do Centro de Imunologia e Imunogenética do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e que há dois anos aplica em caráter experimental o exame da Roche.
 
Outra utilidade do exame é sua aplicação em mulheres mais velhas, nas quais o Papanicolaou não funciona tão bem devido à menor presença de células para coleta. Por isso, em países como Inglaterra e Holanda, o teste é indicado para mulheres a partir dos 35 anos - acrescentou o doutor Levi, lembrando que o Papanicolaou tem uma margem de erro de 10% a 30%.
 
O exame da Digene identifica 13 tipos de vírus oncogênicos (ou seja, que causam ou levam ao surgimento de um tumor), relacionados ao câncer, e cinco tipos não-oncogênicos, presentes em verrugas. O da Roche identifica 37 tipos do vírus responsáveis por 99% dos tipos de HPV entre oncogênicos e não-oncogênicos. Os dois são capazes de detectar os tipos 16 e 18, considerados os mais perigosos por causarem 70% dos casos de câncer de útero.
 
Segundo especialistas, a infecção por HPV atinge de 15% a 20% da população sexualmente ativa e o pico da presença do vírus está na faixa etária de 20 a 30 anos.
 
Fonte: Globo On-line

2 Outubro 2007

Uma em dez garotas britânicas tem vírus ligado a câncer, diz estudo

Uma em cada dez britânicas já foi infectada com alguma variante do HPV antes mesmo de completar 16 anos, indicou um estudo realizado no Reino Unido. O vírus é transmitido sexualmente e está relacionado ao câncer.

O estudo investigou a proporção de garotas e mulheres entre 10 e 29 anos –de um total de 1.483– cujos anticorpos indicavam que elas haviam sido infectadas pelo HPV.

Testes de sangue identificaram a existência de algum dos tipos de papilomavírus humano (HPV), que pode causar câncer cervical em mulheres e doenças venéreas em pessoas de ambos os sexos.

Segundo os cientistas da Agência de Proteção à Saúde do Reino Unido, o risco de contaminação “aumenta acentuadamente” já à idade de 14 anos. Por isso, eles defenderam que a vacinação contra o HPV deve ser realizada já aos 12 anos, antes que meninas iniciem sua vida sexual.

“Esse estudo nos dá informações vitais sobre como é comum a infecção de HPV em mulheres jovens de diferentes idades”, disse Andrew Vyse, que apresentará a pesquisa na conferência anual da agência, nesta quinta-feira. “Entretanto, ainda precisamos saber mais sobre os riscos de infecção persistente e progressão para o câncer.”

Uma versão completa do estudo será publicada na revista científica “British Journal of Cancer”.

12 Setembro 2007

Kimberly-clark Brasil promove vacinação contra o HPV em suas unidades

Preocupada com a saúde e bem-estar de suas colaboradoras, empresa firma a primeira parceria do Brasil com a Merck Sharp & Dohme.

Dia 10 a 22 de setembro, a Kimberly-Clark Brasil promove a vacinação de suas funcionárias contra o HPV (papilomavírus humano). A vacina, desenvolvida pela Merck Sharp & Dohme, é a primeira e única utilizada para a prevenção do câncer de colo do útero, pré-cânceres vulvares e vaginais, e verrugas genitais causados pelo vírus. Em parceria com o laboratório, a empresa de higiene e saúde também realizou uma campanha interna para informar seus colaboradores e familiares sobre o HPV e fornecer detalhes sobre o novo medicamento.

Para a K-C, que oferece uma linha completa de produtos femininos como absorventes, protetores diários, lenços higiênicos e sabonete íntimo sob as marcas Intimus Gel e Intimus Days, o principal objetivo é disponibilizar a vacina para todas as colaboradoras, das quatro fábricas ao escritório central, na faixa etária indicada pela Merck Sharp & Dohme (dos 9 aos 26 anos). Para isso, o preço que cada funcionária pagará pela vacina foi calculado de acordo com sua faixa salarial, de modo que todas tivessem a oportunidade de participar da campanha. O valor será subsidiado pela empresa e parcelado em até seis vezes.

“Através da linha Intimus, sempre procuramos apoiar causas relacionadas à saúde da mulher”, afirma Eduardo Aron, diretor da categoria de cuidados femininos. “Com essa mesma filosofia, buscamos uma iniciativa voltada para as nossas funcionárias, e nada melhor que oferecer o que existe de mais moderno no mercado para prevenir uma doença que acomete tantas mulheres em nosso País”, completa.

A companhia ainda providenciará toda a estrutura necessária: contratação de clínica especializada, agendamento da aplicação e transporte para as mulheres tomarem a vacina. Do quadro de funcionárias na faixa etária indicada, 16% aderiram à campanha e serão vacinadas.

Para as mulheres e filhas dos colaboradores com idade entre 9 e 26 anos, a Kimberly-Clark oferecerá facilidades de pagamento: preço subsidiado em até seis vezes.

 

“Conte Pralguém”

A conscientização dos funcionários da Kimberly-Clark Brasil sobre o HPV foi desenvolvida com base na campanha “Conte Pralguém”, apoiada pela Merck Sharp & Dohme, e implementada em três etapas. Em um primeiro momento, a empresa divulgou para todo público interno um teaser informativo sobre as doenças causadas pelo vírus e o novo método preventivo. O segundo passo consistiu no desenvolvimento de uma comunicação para incentivar as funcionárias na faixa etária indicada a aderirem à campanha e tomarem a vacina. Na última etapa foram realizadas palestras no escritório central e nas fábricas com médicos especializados para esclarecer todas as dúvidas dos colaboradores sobre o HPV, as doenças e a vacina.

 

Sobre o HPV

Entre homens e mulheres, em todo o mundo, cerca de 630 milhões de pessoas estão infectadas por HPV. A transmissão do vírus é feita basicamente por meio de contato sexual e a maioria das infecções por HPV desaparece sem tratamento. Dentre os casos diagnosticados de câncer do colo do útero, entretanto, 99,7% estão relacionados a uma infecção que a mulher teve por HPV no passado.

Quando infectadas por determinados tipos de HPV de alto risco (como os tipos 16 e 18), se não reconhecidos e não tratados, as mulheres podem desenvolver cânceres cervicais, vaginais e vulvares; homens podem desenvolver câncer de pênis ou ânus. Além disso, outros tipos de HPV (como os tipos 6 e 11) podem causar verrugas genitais, que acometem cerca de 32 milhões pessoas a cada ano em todo o mundo.

No mundo, o câncer de colo do útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres, sendo responsável por cerca de 471 mil casos novos e pelo óbito de aproximadamente 240 mil mulheres por ano (650 mulheres morrem diariamente em decorrência da doença). Estima-se que mais de 50% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas pelo HPV durante suas vidas. Segundo dados da Organização Panamericana da Saúde, a América Latina e o Caribe apresentam algumas das mais altas taxas de incidência e mortalidade por câncer de colo do útero no mundo, superadas apenas pela África Oriental e Melanésia.

No Brasil, estima-se que cerca de 50% a 70% da população adulta já foi ou será infectada por algum tipo de vírus HPV durante a vida e cerca de 26 milhões de mulheres encontram-se na faixa etária para a qual a vacina é indicada (9-26 anos de idade). De acordo com o INCA, estima-se que o câncer de colo do útero seja a terceira neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, sendo superado pelo câncer de pele (não-melanoma) e pelo câncer de mama. Além disso, calcula-se que seja a quarta causa de morte por câncer em mulheres. Ainda de acordo com o INCA, são registrados no Brasil 19 mil novos casos e quase quatro mil mortes por ano por câncer de colo do útero. Esse é o câncer que mais mata mulheres na região Norte, o segundo no Nordeste e o terceiro nas demais regiões.[14]

Sobre a vacina

A vacina quadrivalente contra o HPV previne contra os tipos 16 e 18 de HPV, que correspondem a 70% dos casos de câncer de colo do útero, e os tipos 6 e 11, que são responsáveis por aproximadamente 90% dos casos de verruga genital e de lesões benignas do colo do útero. Estes quatro tipos de HPV causam aproximadamente 35% a 50% de todas as lesões cervicais, vaginais e vulvares de baixo grau (CIN 1, VIN 1 e VaIN 1).

A vacina quadrivalente contra o HPV (tipos 6, 11, 16 e 18) é indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade e é administrada em três doses. Após a injeção inicial, a segunda e a terceira doses são administradas no segundo e sexto meses, respectivamente.
Fonte Redatora: Thaís Silva

10 Setembro 2007

A cada semana, 1.400 mulheres latino-americanas desenvolvem câncer de colo de útero e outras 600 morrem devido à doença.

Tais números, que apresentam tendência de crescimento em todo o continente - salvo na Colômbia e no Chile - poderiam ser reduzidos com a melhora da qualidade e cobertura populacional dos exames preventivos, e a adoção de uma vacina contra o vírus HPV, envolvido em 99% dos casos.

“Faz mais de um século que sabemos como tratar; o papanicolau tem 60 anos”, pondera Eugenio Suarez Pacheco, vice-presidente da Sociedade Chilena de Obstetrícia e Ginecologia. “É um absurdo que as taxas continuem altas. Até 2050, esperamos 1 milhão de novos casos.”

Cecília Maria Roteli-Martins, ginecologista membro da Associação Médica Brasileira e da Sociedade Brasileira de Colposcopia, revela que 30% dos preventivos apresentam resultados falso-negativo. “Ao receber um falso-positivo, a mulher fica angustiada, mas é submetida a novas avaliações. No falso-negativo, ela vai para casa sem ser diagnosticada”, alerta.

Entre os fatores que influenciam na qualidade do exame estão a coleta e manuseio adequado das células basais, no colo do útero, e o tempo decorrido até a análise do material. “O ideal é que não se passem mais de 48 horas entre a coleta e o teste laboratorial”, sugere Edson Fedrizzi, professor da Universidade Federal de Santa Catarina.

Um levantamento do Ministério da Saúde mostra que apenas 13% das brasileiras fazem preventivo regularmente na rede pública. “Ao somar as que buscam a rede privada, a estatística continua baixa: não passa de 35%”, diz Fedrizzi.

O quadro contribui para a doença ser descoberta em estágio avançado, no qual a solução é a retirada do útero, ligamentos e linfonodos pélvicos ou radioterapia - quando não se fala em cura, só controle, e as chances de sobrevida caem de 95% com diagnóstico precoce para 20%.

“É preciso deixar claro, contudo, que nem todas as mulheres que contraírem HPV vão desenvolver câncer”, explica Cecília. “O vírus é muito comum, e eliminado pelo sistema de defesa, sem necessidade de tratamento na maioria das vezes.”

O problema está quando o HPV não desaparece em dois anos - a infecção persistente aumenta em 500 vezes as chances do câncer de útero. Para comparação, Pacheco informa que fumar aumenta em 10 vezes a chance de câncer de pulmão.

“O HPV faz parte do amadurecimento sexual. Todos tropeçamos. Durante o desenvolvimento, teremos contato com o vírus”, tranqüiliza Eduardo Ortega, diretor de Pesquisas e Desenvolvimento Clínico e Assuntos Médicos da GlaxoSmithKline para a América Latina e Caribe. “Devemos garantir o acesso aos meios de prevenção e terapias.”

Fonte: Jornal do Brasil