Preocupada com a saúde e bem-estar de suas colaboradoras, empresa firma a primeira parceria do Brasil com a Merck Sharp & Dohme.
Dia 10 a 22 de setembro, a Kimberly-Clark Brasil promove a vacinação de suas funcionárias contra o HPV (papilomavírus humano). A vacina, desenvolvida pela Merck Sharp & Dohme, é a primeira e única utilizada para a prevenção do câncer de colo do útero, pré-cânceres vulvares e vaginais, e verrugas genitais causados pelo vírus. Em parceria com o laboratório, a empresa de higiene e saúde também realizou uma campanha interna para informar seus colaboradores e familiares sobre o HPV e fornecer detalhes sobre o novo medicamento.
Para a K-C, que oferece uma linha completa de produtos femininos como absorventes, protetores diários, lenços higiênicos e sabonete íntimo sob as marcas Intimus Gel e Intimus Days, o principal objetivo é disponibilizar a vacina para todas as colaboradoras, das quatro fábricas ao escritório central, na faixa etária indicada pela Merck Sharp & Dohme (dos 9 aos 26 anos). Para isso, o preço que cada funcionária pagará pela vacina foi calculado de acordo com sua faixa salarial, de modo que todas tivessem a oportunidade de participar da campanha. O valor será subsidiado pela empresa e parcelado em até seis vezes.
“Através da linha Intimus, sempre procuramos apoiar causas relacionadas à saúde da mulher”, afirma Eduardo Aron, diretor da categoria de cuidados femininos. “Com essa mesma filosofia, buscamos uma iniciativa voltada para as nossas funcionárias, e nada melhor que oferecer o que existe de mais moderno no mercado para prevenir uma doença que acomete tantas mulheres em nosso País”, completa.
A companhia ainda providenciará toda a estrutura necessária: contratação de clínica especializada, agendamento da aplicação e transporte para as mulheres tomarem a vacina. Do quadro de funcionárias na faixa etária indicada, 16% aderiram à campanha e serão vacinadas.
Para as mulheres e filhas dos colaboradores com idade entre 9 e 26 anos, a Kimberly-Clark oferecerá facilidades de pagamento: preço subsidiado em até seis vezes.
“Conte Pralguém”
A conscientização dos funcionários da Kimberly-Clark Brasil sobre o HPV foi desenvolvida com base na campanha “Conte Pralguém”, apoiada pela Merck Sharp & Dohme, e implementada em três etapas. Em um primeiro momento, a empresa divulgou para todo público interno um teaser informativo sobre as doenças causadas pelo vírus e o novo método preventivo. O segundo passo consistiu no desenvolvimento de uma comunicação para incentivar as funcionárias na faixa etária indicada a aderirem à campanha e tomarem a vacina. Na última etapa foram realizadas palestras no escritório central e nas fábricas com médicos especializados para esclarecer todas as dúvidas dos colaboradores sobre o HPV, as doenças e a vacina.
Sobre o HPV
Entre homens e mulheres, em todo o mundo, cerca de 630 milhões de pessoas estão infectadas por HPV. A transmissão do vírus é feita basicamente por meio de contato sexual e a maioria das infecções por HPV desaparece sem tratamento. Dentre os casos diagnosticados de câncer do colo do útero, entretanto, 99,7% estão relacionados a uma infecção que a mulher teve por HPV no passado.
Quando infectadas por determinados tipos de HPV de alto risco (como os tipos 16 e 18), se não reconhecidos e não tratados, as mulheres podem desenvolver cânceres cervicais, vaginais e vulvares; homens podem desenvolver câncer de pênis ou ânus. Além disso, outros tipos de HPV (como os tipos 6 e 11) podem causar verrugas genitais, que acometem cerca de 32 milhões pessoas a cada ano em todo o mundo.
No mundo, o câncer de colo do útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres, sendo responsável por cerca de 471 mil casos novos e pelo óbito de aproximadamente 240 mil mulheres por ano (650 mulheres morrem diariamente em decorrência da doença). Estima-se que mais de 50% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas pelo HPV durante suas vidas. Segundo dados da Organização Panamericana da Saúde, a América Latina e o Caribe apresentam algumas das mais altas taxas de incidência e mortalidade por câncer de colo do útero no mundo, superadas apenas pela África Oriental e Melanésia.
No Brasil, estima-se que cerca de 50% a 70% da população adulta já foi ou será infectada por algum tipo de vírus HPV durante a vida e cerca de 26 milhões de mulheres encontram-se na faixa etária para a qual a vacina é indicada (9-26 anos de idade). De acordo com o INCA, estima-se que o câncer de colo do útero seja a terceira neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, sendo superado pelo câncer de pele (não-melanoma) e pelo câncer de mama. Além disso, calcula-se que seja a quarta causa de morte por câncer em mulheres. Ainda de acordo com o INCA, são registrados no Brasil 19 mil novos casos e quase quatro mil mortes por ano por câncer de colo do útero. Esse é o câncer que mais mata mulheres na região Norte, o segundo no Nordeste e o terceiro nas demais regiões.[14]
Sobre a vacina
A vacina quadrivalente contra o HPV previne contra os tipos 16 e 18 de HPV, que correspondem a 70% dos casos de câncer de colo do útero, e os tipos 6 e 11, que são responsáveis por aproximadamente 90% dos casos de verruga genital e de lesões benignas do colo do útero. Estes quatro tipos de HPV causam aproximadamente 35% a 50% de todas as lesões cervicais, vaginais e vulvares de baixo grau (CIN 1, VIN 1 e VaIN 1).
A vacina quadrivalente contra o HPV (tipos 6, 11, 16 e 18) é indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade e é administrada em três doses. Após a injeção inicial, a segunda e a terceira doses são administradas no segundo e sexto meses, respectivamente.
Fonte Redatora: Thaís Silva